A contratação ocorreu, hoje (3), durante o lançamento da Campanha Distrital de Enfrentamento do Aedes aegypti, no Setor Militar Urbano (SMU); são 500 agentes de vigilância ambiental e 466 agentes comunitários de saúde que já começaram a ser treinados ir às ruas

Por Cláudio Ulhoa

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou, nesta manhã (3), o termo de posse dos 500 agentes de vigilância ambiental (AVAs) e dos 466 agentes comunitários de saúde (ACSs) que irão atuar no combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da dengue. A assinatura do termo, que ocorreu durante o lançamento da Campanha Distrital de Enfrentamento do Aedes aegypti, no Setor Militar Urbano (SMU), é apenas uma etapa simbólica da contratação, pois os agentes já estão sendo preparados para sair às ruas e manter a queda do índice de proliferação da dengue, há mês, pois, segundo o governo, as ações de combate ao Aedes aegypti não cessaram durante a pandemia.

Com a volta das chuvas, a Vigilância Sanitária começa aumentar o número de ações para combater o mosquito causador da dengue. Uma das formas desse enfrentamento passa pelas equipes de Estratégias de Saúde da Famílias (ESF) – que atualmente são 605 equipes distribuídas em 176 UBSs – que receberam cerca de 90 dos novos agentes contratados. Os agentes, segundo o governo, serão lotados conforme a necessidade de cada região e de cada área territorial.

“No primeiro ano de governo tivemos um número assustador de casos de dengue. Conseguimos reduzi-lo, e o que esperamos com a contratação de vocês é diminuí-lo ainda mais, chegando à normalidade. A prevenção esvazia os hospitais, as UPAs [unidades de pronto atendimento] e as UBSs [unidades básicas de saúde]. Essa é a ideia”, disse Ibaneis Rocha.

Contratos

Os agentes de vigilância ambiental terão o contrato válido por um ano, podendo vir a ser prorrogado mais um. Suas funções serão a de vistoriar os imóveis, como também de participar das demais atividades da Vigilância Ambiental. Já os agentes comunitários, contratados através de processo seletivo temporário, irão atua em todas às sete regiões de Saúde.

Dados

Levantamento do governo mostra que, entre janeiro e meados de novembro deste ano, foram notificados 13.382 cidadãos infectados pelo mosquito – uma redução de 70%, no comparativo com o mesmo período de 2020, quando foram registrados 46 mil casos.

Índice de casos da doença no Distrito federal em 2021 caiu 70% no comparativo com 2020

Os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti continuam sendo encontrados nos quintais em baldes sem tampa, vasilhas, pratos de plantas, pneus, calhas entupidas e caixas-d’água destampadas.

Segundo a Vigilância Sanitária, é importante que a população não deixe de cuidar da limpeza de lotes e terrenos, assim como não deixe de observar focos de água parada, pois esses pequenos reservatórios são os principais criadouros do mosquito.

*Cláudio Ulhoa – Jornalista membro da Associação Brasileira de Portais de Notícias – ABBP