quinta-feira, 13 de agosto de 2026 13:13
Home Notícias Economia Comércio brasileiro cresce 0,5% em junho e fecha primeiro semestre com alta...

Comércio brasileiro cresce 0,5% em junho e fecha primeiro semestre com alta de 1,9%

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo o IBGE, vendas avançaram 2,9% na comparação anual, enquanto desaceleração da inflação e aumento do emprego contribuíram para o resultado de junho

As vendas no comércio brasileiro cresceram 0,5% de maio para junho e encerraram o primeiro semestre de 2026 com alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com junho de 2025, o comércio apresentou crescimento de 2,9%. No acumulado de 12 meses, a alta é de 1,6%. Já no segundo trimestre, o setor registrou recuo de 0,4% em relação aos três primeiros meses de 2026.

Com o resultado de junho, o comércio ficou 0,8% abaixo do maior nível da série histórica, alcançado em março deste ano. Segundo o analista da pesquisa, Cristiano Santos, o desempenho representa o segundo maior patamar desde o início da série, em janeiro de 2000.

Santos também destacou um efeito estatístico que dificulta novos avanços após o setor atingir seu nível máximo. Em 2026, apenas abril apresentou queda nas vendas na comparação com o mês anterior. Os resultados foram de 0,5% em janeiro, 0,8% em fevereiro, 0,8% em março, -1,5% em abril, 0,3% em maio e 0,5% em junho.

Inflação desacelera e favorece vendas

De acordo com o IBGE, um dos fatores que contribuíram para o crescimento do comércio em junho foi a desaceleração da inflação, que passou de 0,58% em maio para 0,16% no mês seguinte.

Outro fator apontado foi o aumento de 1,1% no número de pessoas trabalhando entre maio e junho, contribuindo para sustentar o consumo das famílias.

Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro registraram crescimento na passagem mensal. Os destaques positivos foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 1,1%; outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 2,4%; móveis e eletrodomésticos, com 0,4%; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com 0,2%.

Entre os segmentos que registraram queda, estão livros, jornais, revistas e papelaria (-9,9%), tecidos, vestuário e calçados (-2,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,7%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,3%).

Varejo ampliado recua

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos, motocicletas, partes e peças; material de construção; além de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve queda de 1% entre maio e junho.

Apesar do recuo mensal, o segmento acumula crescimento de 1,9% no primeiro semestre e de 0,8% nos últimos 12 meses.

Em junho, o varejo ampliado ficou 2,1% abaixo do maior nível da série histórica, registrado em fevereiro de 2026.

Comércio acompanha desempenho de indústria e serviços

Os dados do comércio fazem parte de um conjunto de pesquisas conjunturais divulgadas mensalmente pelo IBGE para acompanhar diferentes setores da economia.

A produção industrial recuou 1,8% em junho, na comparação com maio, mas acumula alta de 1,5% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2025.

Já o setor de serviços ficou estável em junho, com variação de 0%, e acumulou crescimento de 2% nos primeiros seis meses do ano.