sábado, 8 de agosto de 2026 15:15
Home Notícias Brasília Com o tempo seco e quente, o consumo de água é medida...

Com o tempo seco e quente, o consumo de água é medida imprescindível para manter o organismo hidratado | Fotos: Divulgação

Com o tempo seco e quente, o consumo de água é medida imprescindível para manter o organismo hidratado | Fotos: Divulgação

 

Previsão do Inmet indica umidade de até 20% e temperaturas de 31°C nos próximos dias; especialistas alertam para os riscos à saúde e recomendam evitar atividades ao ar livre nos horários mais quentes

 

 

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta para dias de tempo seco e quente no Distrito Federal, com umidade relativa do ar podendo chegar a 20% e temperaturas de até 31°C. Diante das condições climáticas, especialistas recomendam reforçar a hidratação e adotar medidas para reduzir os impactos da baixa umidade sobre a saúde.

Segundo a engenheira ambiental Jennifer Rios, do programa VigiDesastres, o ar seco pode provocar o ressecamento das mucosas do nariz, da garganta e dos olhos, além da pele. A baixa umidade também pode comprometer a proteção natural das vias respiratórias, aumentando o risco de irritações, sangramentos nasais, desidratação e agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares.

O calor associado à baixa umidade acelera a perda de líquidos pelo organismo. Por isso, o consumo frequente de água é considerado uma das principais formas de prevenção. A falta de hidratação pode causar sintomas como fadiga, tontura e mal-estar.

Pessoas com asma, bronquite, rinite alérgica, sinusite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) também podem ficar mais suscetíveis a crises durante o período de seca. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares e trabalhadores que permanecem por longos períodos expostos ao sol devem redobrar os cuidados.

Outro fator de preocupação são as queimadas no Cerrado. A fumaça libera partículas finas e gases que podem irritar as vias respiratórias. Quando combinada ao ar seco, a poluição pode aumentar o risco de crises respiratórias e agravar problemas cardiovasculares.

Recomendações

Para diminuir os efeitos do tempo seco, a orientação é beber água ao longo de todo o dia, sem esperar sentir sede. O uso de soro fisiológico nas narinas, colírios lubrificantes, protetor labial e cremes hidratantes também pode ajudar a reduzir o ressecamento.

Outra recomendação é aumentar a umidade dos ambientes internos por meio de umidificadores, bacias com água ou toalhas molhadas. Os aparelhos devem ser higienizados regularmente para evitar a proliferação de fungos e bactérias.

A prática de exercícios físicos ao ar livre deve ser evitada entre as 10h e as 16h, período em que as temperaturas costumam estar mais elevadas e a umidade pode atingir os menores índices do dia.

Atenção aos sinais

Sintomas como dificuldade para respirar, chiado, dor no peito, febre persistente e sangramento nasal frequente ou de difícil controle exigem atenção. Em casos de desidratação, também podem ocorrer tontura intensa, sonolência e redução significativa da quantidade de urina.

Diante de sintomas, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Situações de urgência podem ser atendidas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Em casos de emergência, o Samu-DF pode ser acionado pelo 192 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.