terça-feira, 28 de julho de 2026 13:13
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Exportações brasileiras atingem recorde em junho e reduzem déficit nas contas externas

© Divulgação/Porto de Santos

 

Superávit comercial cresce com alta histórica nas vendas ao exterior, enquanto investimentos estrangeiros diretos também avançam, aponta Banco Central.

As exportações brasileiras registraram um recorde histórico em junho e contribuíram para a melhora das contas externas do país. Dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC), por meio das Estatísticas do Setor Externo, mostram que o déficit em transações correntes caiu para US$ 2,3 bilhões no mês, menos da metade dos US$ 5,2 bilhões registrados em junho de 2025.

A principal responsável pela redução do déficit foi a balança comercial. O superávit do comércio exterior alcançou US$ 8,8 bilhões em junho deste ano, um crescimento de US$ 3,6 bilhões em relação ao saldo positivo de US$ 5,2 bilhões registrado no mesmo período do ano passado.

As exportações de bens somaram US$ 36,4 bilhões, o maior valor da série histórica do Banco Central, representando uma alta de 24,8% na comparação anual. As importações também cresceram, atingindo US$ 27,6 bilhões, avanço de 15,3% em relação a junho de 2025.

Apesar do desempenho positivo do comércio exterior, o déficit da conta de serviços aumentou. O saldo negativo chegou a US$ 5,1 bilhões, crescimento de US$ 0,7 bilhão na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo o Banco Central, o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento das despesas líquidas com viagens internacionais, transporte e serviços de telecomunicações, computação e tecnologia da informação.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, o déficit em transações correntes totalizou US$ 61,4 bilhões, equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período de 2025, o saldo negativo era de US$ 75,5 bilhões, correspondente a 3,52% do PIB.

Os investimentos diretos no país também apresentaram forte crescimento. Em junho, os ingressos líquidos somaram US$ 9,1 bilhões, ante US$ 3,1 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, os investimentos diretos alcançaram US$ 89,3 bilhões, o equivalente a 3,58% do PIB.

Já os investimentos em carteira registraram saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês. O resultado reflete a retirada de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, parcialmente compensada pela entrada de US$ 1,6 bilhão em títulos negociados no mercado doméstico.

As reservas internacionais encerraram junho em US$ 367,6 bilhões, uma redução de US$ 3,6 bilhões em relação ao mês anterior. De acordo com o Banco Central, a queda foi influenciada pelas oscilações cambiais entre as moedas que compõem as reservas, pelas vendas de dólares no mercado à vista e pelas variações nos preços dos ativos financeiros.