domingo, 28 de junho de 2026 19:19
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Ativistas denunciam impedimento de ato com bandeira LGBTQIA+ em frente ao Congresso Nacional

© Grupo Estruturação/Divulgação

 

Grupo afirma que manifestação pacífica foi interrompida por policiais legislativos no Dia do Orgulho LGBTQIA+; Câmara ainda não se pronunciou

Um grupo de ativistas da causa LGBTQIA+ denunciou ter sido impedido, neste domingo (28), de realizar um ato pacífico em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, durante as celebrações do Dia do Orgulho LGBTQIA+. Segundo os participantes, policiais legislativos da Câmara dos Deputados impediram que uma bandeira do movimento, com aproximadamente 50 metros de comprimento, permanecesse estendida no gramado em frente ao Parlamento.

De acordo com o ativista Michel Platini, cerca de 20 pessoas participaram da ação, que teve início antes das 10h. Segundo ele, logo após a bandeira com as cores do arco-íris ser completamente estendida, viaturas da Polícia Legislativa chegaram ao local.

Platini afirmou que os manifestantes adotaram uma postura pacífica diante da abordagem. “A polícia veio de uma forma violenta para a gente. Nós nos ajoelhamos e mostramos que estávamos desarmados e que não haveria confronto”, relatou.

Ainda segundo o ativista, o grupo explicou aos agentes que a bandeira representava um símbolo de orgulho e de resistência da comunidade LGBTQIA+ diante da violência e da discriminação enfrentadas diariamente.

Os policiais, conforme o relato dos participantes, informaram que o ato não possuía autorização. Michel Platini, no entanto, contestou a justificativa, afirmando que a manifestação havia sido comunicada previamente.

“A Constituição garante que a gente realize uma manifestação pacífica e a gente informou com mais de 24 horas de antecedência”, declarou. Os organizadores afirmam que o pedido de autorização foi encaminhado à Câmara dos Deputados ainda na semana anterior.

O ativista também criticou a atuação dos policiais, afirmando que a intervenção representa uma forma de violência institucional contra a comunidade LGBTQIA+.

Diante do episódio, o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal informaram que pretendem protocolar uma representação junto à Câmara dos Deputados para solicitar a apuração da conduta dos policiais legislativos envolvidos na abordagem.

Outro participante do ato, o designer Rafael Lira, de 39 anos, afirmou que os manifestantes ficaram assustados com a chegada das viaturas e lamentou a interrupção da atividade.

“Foi uma confusão que os policiais proporcionaram. Queríamos fazer um ato pacífico em nome da visibilidade de nossa luta”, disse.

Ao tomar conhecimento do ocorrido durante um encontro de ativistas realizado em Brasília, o deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, informou que solicitará esclarecimentos sobre a atuação da Polícia Legislativa.

A assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados foi procurada para comentar o caso, mas, até o momento, não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento da instituição.