segunda-feira, 22 de junho de 2026 14:14
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Oposição nega aliança duradoura com Alcolumbre após derrota de indicação ao STF

Plenário do Senado Federal na votação que rejeitou indicação de Jorge Messias ao STF Foto: Ton Molina/Agência Senado

Senadores avaliam que articulação contra Jorge Messias foi pontual e não indica aproximação estável com Davi Alcolumbre


Senadores de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitam a tese de que houve a formação de uma aliança duradoura com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Na última semana, o nome de Messias foi barrado no plenário do Senado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, em uma derrota considerada expressiva para o governo. A avaliação inicial em Brasília apontava que Alcolumbre teria articulado votos contra o indicado, aproximando-se da oposição.

No entanto, parlamentares ouvidos pela IstoÉ afirmam que o movimento foi circunstancial. Segundo eles, a convergência de interesses naquele momento específico — que também levou à derrubada do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria — não representa uma mudança estrutural na relação entre o senador e o grupo oposicionista.

A votação do projeto, que trata das penas aplicadas pelo STF aos envolvidos nos atos de Atos de 8 de janeiro, reforçou a percepção de alinhamento momentâneo. Um gesto simbólico, registrado pela imprensa, mostrou Alcolumbre ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o que alimentou interpretações sobre uma possível aliança.

Apesar disso, integrantes da oposição indicam que as divergências com o presidente do Senado permanecem. Entre os pontos de atrito estão a cobrança pela abertura de CPIs e o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do STF, como Alexandre de Moraes.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), por exemplo, afirmou que continuará pressionando Alcolumbre por essas pautas. Outros parlamentares avaliam que houve uma convergência tática, em que tanto oposição quanto o próprio presidente do Senado atuaram de acordo com interesses específicos naquele momento.

Nos bastidores, a leitura predominante é de que o episódio serviu como um recado político ao governo, sem necessariamente indicar uma reconfiguração permanente das alianças no Congresso Nacional.