Lula embarca para Europa em missão diplomática com foco na ONU

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Viagem à Espanha, Alemanha e Portugal busca fortalecer alianças, ampliar acordos e apoiar Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca na próxima quinta-feira (16) para uma agenda internacional que inclui visitas à Espanha, Alemanha e Portugal. A missão tem como um dos principais objetivos ampliar o apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas.

A comitiva brasileira será composta por 15 ministros, além de dirigentes de instituições estratégicas como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. A viagem ocorre em um contexto de fortalecimento das relações multilaterais e de busca por maior protagonismo do Brasil no cenário internacional.

O primeiro destino será Barcelona, na Espanha, onde Lula participará da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, nos dias 17 e 18 de abril, a convite do primeiro-ministro Pedro Sánchez. O encontro deve ampliar a cooperação entre os países em áreas como economia, ciência, tecnologia e igualdade de gênero, além de discutir temas globais como multilateralismo e combate à desinformação.

Na sequência, o presidente segue para a Alemanha, onde participará da Hannover Messe, considerada a maior feira de inovação industrial do mundo. Durante a visita, Lula terá reunião com o chanceler Friedrich Merz e deve participar de encontros com empresários, além de acompanhar a assinatura de cerca de dez acordos bilaterais envolvendo áreas como energia, inteligência artificial, bioeconomia e desenvolvimento sustentável.

A viagem será encerrada em Portugal, no dia 21, com encontros com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro. Após os compromissos, Lula retorna ao Brasil.

A agenda internacional reforça a estratégia do governo brasileiro de ampliar parcerias, fortalecer o diálogo político e econômico e consolidar sua atuação em temas globais, como democracia, clima e cooperação internacional.