
Ex-governador diz que valores pagos pelo Banco Master entre 2021 e 2025 referem-se a consultoria política declarada; caso veio à tona após documentos enviados à CPI
O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) confirmou ter recebido R$ 14,5 milhões do Banco Master entre 2021 e 2025 por serviços de consultoria. As informações foram divulgadas pelo jornal O Popular nesta sexta-feira (10/4).
Por meio de sua assessoria, Marconi afirmou que firmou contrato com a instituição para prestação de serviços de análise de cenário político, com remuneração mensal de cerca de R$ 160 mil brutos. Segundo a equipe, os valores foram pagos por meio da empresa MV Projetos e Consultoria e declarados regularmente.
O ex-governador também argumentou que precisou buscar “complemento de renda” após deixar o cargo e passar a atuar na iniciativa privada. De acordo com a assessoria, ele não possui patrimônio elevado e não exerce mandato ou função pública desde 2019, o que, segundo sua defesa, afastaria qualquer conflito de interesse.
Ainda segundo a equipe, o contrato foi encerrado em julho de 2025, quando Marconi decidiu se dedicar à pré-campanha ao governo de Goiás. Parte dos valores recebidos, cerca de R$ 7 milhões, refere-se ao distrato do acordo firmado com o banco.
A assessoria sustenta que o trabalho foi “lícito, remunerado e declarado”, destacando que o Banco Master era considerado uma empresa regular à época da contratação. Marconi afirmou ainda que atuava sob demanda, com atendimentos por telefone e visitas pontuais, sem participação na gestão da instituição.
Os pagamentos vieram à tona após documentos da Receita Federal serem encaminhados à CPI do Crime Organizado. A lista inclui outros nomes do cenário político e econômico, que também afirmam ter prestado serviços de consultoria ao banco.










