TSE antecipa eleição da presidência e deve ter novo comando em abril

© Carlos Moura/SCO/STF

Decisão da ministra Cármen Lúcia busca garantir estabilidade na organização das eleições de 2026

 

 

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) a antecipação da eleição para a nova presidência da Corte, marcada para o dia 14 de abril. Pelo critério de sucessão adotado pelo tribunal, o ministro Kassio Nunes Marques deve assumir o comando do TSE.

A medida tem como principal objetivo evitar possíveis dificuldades administrativas durante a preparação das Eleições Gerais de 2026. Com a antecipação, a futura gestão terá mais tempo para estruturar equipes, nomear assessores e organizar o planejamento do processo eleitoral com maior previsibilidade.

Inicialmente, o mandato de Cármen Lúcia à frente do TSE estava previsto para encerrar em 3 de junho. No entanto, a ministra justificou a mudança com base no “interesse público” e na busca por maior eficiência administrativa. Segundo ela, a transição antecipada contribui para uma preparação mais segura e organizada do pleito.

A ministra também destacou o acúmulo de funções entre o TSE e o Supremo Tribunal Federal, ressaltando a necessidade de se dedicar às atividades na Corte. “Tenho enorme trabalho a realizar no STF e na acumulação de dois cargos, especialmente na função da presidência”, afirmou.

Cármen Lúcia ainda alertou que mudanças de comando muito próximas às eleições podem comprometer a segurança e a transparência do processo eleitoral. Para ela, o ideal é que a preparação ocorra de forma planejada, sem pressa ou improvisos.

Apesar de deixar a presidência antecipadamente, a ministra seguirá como integrante do TSE até agosto, mas indicou que poderá se afastar da Corte após a conclusão do processo de transição.