Ibovespa bate recorde histórico e ultrapassa 194 mil pontos impulsionado por alta do petróleo

© Petrobras/Divulgação/Arquivo

 

Valorização das ações da Petrobras acompanha tensão no Oriente Médio e eleva bolsa brasileira a novo patama

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, renovou sua máxima histórica nesta quinta-feira (9) ao ultrapassar, pela primeira vez, os 194 mil pontos. O avanço foi impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras, em meio à alta dos preços internacionais do petróleo, que voltaram a se aproximar de US$ 100 o barril diante das tensões persistentes no Oriente Médio.

Por volta das 11h10, o índice registrava alta de 0,90%, aos 193.934,34 pontos. Na máxima do dia, chegou a 194.600,23 pontos, estabelecendo um novo recorde intradia. Já o dólar apresentava queda de 0,29%, sendo cotado a R$ 5,0858 na venda.

No cenário internacional, o barril do petróleo tipo Brent subia 4,06%, alcançando US$ 98,60, após uma queda superior a 13% no pregão anterior. O movimento reflete a instabilidade geopolítica, especialmente após novas acusações de violação de cessar-fogo envolvendo Estados Unidos e Irã, além de disrupções no estratégico Estreito de Ormuz. Segundo análise da Genial Investimentos, o otimismo observado anteriormente perdeu força diante desse cenário.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 recuava 0,11%, refletindo maior cautela dos investidores globais.

Apesar das incertezas externas, a bolsa brasileira tem demonstrado resiliência desde o início do conflito no fim de fevereiro. Mesmo com desempenho negativo em março, o mercado acionário registrou entrada líquida de capital estrangeiro, movimento que continua em abril, com saldo positivo de R$ 1,6 bilhão até o dia 6.

Entre os destaques do pregão, as ações preferenciais da Petrobras avançavam 3,78%, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. Outras empresas do setor também registraram ganhos, como PRIO, Brava Energia e PetroReconcavo.

Além disso, o setor acompanha a decisão liminar da Justiça Federal do Rio de Janeiro que suspendeu a cobrança de imposto de exportação de petróleo para empresas como Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec. O governo federal informou que pretende recorrer da decisão.