Coronel-médica pernambucana deve se tornar primeira general do Exército brasileiro

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Claudia Lima Gusmão Cacho foi indicada ao posto de general-de-brigada e aguarda confirmação do presidente Lula

A coronel-médica pernambucana Claudia Lima Gusmão Cacho deverá se tornar a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército brasileiro a partir do próximo dia 31 de março. O nome da oficial foi indicado pela instituição para o posto de general-de-brigada e ainda depende de confirmação formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Exército reconheceu a indicação como um marco institucional. A Força era a última entre as três Forças Armadas brasileiras a promover uma mulher ao generalato.

Na Marinha do Brasil, Dalva Maria Carvalho foi promovida a contra-almirante (duas estrelas) em 2012. Já na Força Aérea Brasileira, Carla Lyrio Martins alcançou o posto de brigadeiro em 2020 e foi promovida a major-brigadeiro, equivalente a três estrelas, em 2023 — tornando-se a única mulher a atingir esse nível até hoje. Ambas também são médicas.

O posto máximo nas três Forças é simbolizado por quatro estrelas. Até o momento, nenhuma mulher foi promovida a esse nível.

Trajetória na carreira militar

Segundo o Exército, Claudia Cacho ingressou na instituição em 1996 como oficial temporária, no então 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia (GO). Dois anos depois, foi aprovada em concurso de carreira e passou a integrar a Escola de Saúde do Exército.

Ao longo de quase três décadas de serviço, construiu trajetória na área de saúde operacional e hospitalar. Entre as funções exercidas, esteve à frente do Hospital de Guarnição de Natal (RN) e do Hospital Militar de Área de Campo Grande (MS).

Presença feminina em expansão

Além da chegada inédita ao topo da carreira, o Exército também registra aumento da presença feminina na base da instituição. Mais de mil mulheres devem ingressar como soldados no próximo dia 2 de março, após 33.720 candidatas terem se alistado em todo o país.

A promoção de Claudia Cacho representa um passo histórico para a participação feminina nas Forças Armadas e simboliza a ampliação do espaço das mulheres em cargos de comando na estrutura militar brasileira.