Cepi Tucano alivia rotina de famílias e promove o desenvolvimento de crianças em Planaltina

Foto: Arquivo Agência Brasília

 

Unidade do GDF atende a 198 crianças de 4 meses a 3 anos, com jornada integral, cinco refeições diárias e acompanhamento pedagógico

A feirante Mirella Duarte trabalha das 7h às 17h. Em meio à rotina de mãe e trabalhadora, ela vê o Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Tucano, em Planaltina, como o apoio necessário para conciliar o trabalho dela com a educação e o desenvolvimento psicomotor do filho. Antes do Cepi, Mirella só tinha uma opção para manter a renda e cuidar do menino. “Sem creche, eu levava ele comigo para a feira e precisava que ele ficasse quietinho”, relata.

Entre caixas, clientes, pesagem e mercadoria, o celular virou a distração necessária para que a criança a deixasse trabalhar. “Eu o deixava se distraindo com a tela para atender o público. Depois percebi que isso estava atrasando o desenvolvimento dele.” Segundo ela, o filho apresentou atraso na fala por causa do excesso de telas.

O menino está no segundo ano no Cepi Tucano, recebe cinco refeições ao dia, convive com outras crianças e teve acompanhamento por meio do Projeto Legado, parceria da creche com equipe de fonoaudióloga e assistente social. Mirella conta que a evolução dele foi notória. “Antes e depois da creche são dois mundos. Ele fala mais, interage, aprende. Para nós, mães, isso é um acalento. A gente deixa aqui com confiança e vai trabalhar em paz”, afirma. “É um divisor de águas. Entrego meu filho e trabalho tranquila sabendo que ele está bem cuidado”, acrescenta.  “Não tenho nada a reclamar. É sério, organizado e acolhe meu filho com carinho. O atendimento com fonoaudióloga pelo Projeto Legado deu resultado. Hoje vejo a evolução dele”, comenta.

A história de Mirella não é um fato isolado. Inaugurado há pouco mais de dois anos, o Cepi Tucano vem mudando a rotina de mães, pais e crianças da região. O espaço atende a 198 crianças de quatro meses a 3 anos, em tempo integral, com jornada das 7h às 17h. Os alunos estão distribuídos em dez turmas.

Investimento, estrutura e acolhimento

A unidade é resultado do investimento de R$ 4,1 milhões da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O prédio segue modelo padrão tipo 1, com 4,7 mil m² de área total e 1,3 mil m² de área construída. São dez salas, lactário, pátio coberto, cozinha, refeitório, solário, secretaria, direção, almoxarifado, playground, parquinho, sala de professores, rouparia, lavanderia, despensa, banheiros e estacionamento.

O diretor Ademar Luiz Nascimento conta que acompanha a chegada das crianças diariamente.“Eu mesmo fico no portão acolhendo cada criança e cada pai. É quando conheço a família e ouço o retorno sobre o trabalho do Cepi”, afirma.

A unidade tem 43 funcionários, entre eles 10 professoras e 18 monitoras. Os berçários 1 e 2 e os maternais 1 contam com duas monitoras e uma professora; nos maternais 2, atuam uma professora e uma monitora.

Segundo o diretor, o impacto na comunidade é visível. “Os pais precisam trabalhar e, muitas vezes, não tinham onde deixar os filhos com segurança. O Cepi veio em boa hora”, afirma. Ele explica que a entrada de alunos é feita exclusivamente por encaminhamento da Regional de Ensino, após cadastro pelo número 156. Ao concluir o maternal 2, as crianças são direcionadas a escolas indicadas pela rede pública.

Mudança concreta na vida das famílias

A fotógrafa Felliane Almeida matriculou o filho mais velho no Cepi Tucano quando ele tinha 11 meses. Para ela e o marido, a creche se tornou peça essencial na vida da família. “É o terceiro membro do nosso casamento”, brinca.

Com a chegada da filha bebê, a intenção é repetir o caminho. “Eu pretendo que a Antonella venha para cá, porque o desenvolvimento do meu primeiro filho foi muito bom. Tanto cognitivo quanto a interação com outras crianças. Foi essencial”, avalia a mãe.

Felliane ressalta que, além de cuidado técnico, existe vínculo afetivo. “A gente precisa, mas também gosta. Ele chega em casa com coisa nova, com música nova. Ele sente saudade da ‘tia’ no fim de semana. Isso só acontece porque ele recebe amor aqui dentro.”

Para Felliane, o progresso do filho no Cepi veio em etapas marcantes. “O João deu os primeiros passos aqui. O desfralde começou aqui. Ele perguntava pela professora, pelos colegas. Criou vínculo mesmo.”

A confiança no atendimento também pesa na decisão de matricular a caçula. Para Felliane, qualidade profissional e afeto caminham juntos. “Eles entregam carinho. A gente sabe o que acontece, tem retorno. É suporte, é educação e é amor”, enumera.

 

 

Com informações da Agência Brasília