
Cerimônia reuniu grandes estrelas, consagrou Kendrick Lamar, celebrou o K-pop e marcou conquistas históricas para a música brasileira e latina
A 68ª edição do Grammy Awards, realizada no último domingo (1º), entrou para a história da indústria da música ao reunir apresentações marcantes, vitórias inéditas e momentos inesperados que dominaram as conversas nas redes sociais. A noite contou com performances de artistas como Lady Gaga, Rosé, Post Malone, Bruno Mars e Sabrina Carpenter, além de consagrar nomes já estabelecidos e abrir espaço para novos marcos culturais.
Entre os episódios mais comentados esteve a participação de Cher, de 79 anos, convidada para anunciar a vencedora da categoria Canção do Ano. Ao subir ao palco, a cantora foi surpreendida com a entrega de um gramofone especial em homenagem à sua trajetória. Emocionada, agradeceu ao público e deixou o palco sem perceber que ainda precisava anunciar o prêmio. Ao retornar, acabou se confundindo novamente ao citar Luther Vandross como vencedor, quando, na verdade, o troféu ficou com Kendrick Lamar e SZA pela canção “Luther”, que homenageia o cantor de R&B.
Outro destaque da noite foi a vitória inédita do K-pop no Grammy. A faixa “Golden”, do projeto “Guerreiras do K-Pop”, venceu a categoria de Melhor Canção Escrita para Mídia Visual, garantindo ao gênero sul-coreano seu primeiro gramofone na história da premiação.
O Brasil também teve motivos para comemorar. Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram a categoria Melhor Álbum de Música Global com “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, gravado durante a turnê nacional da dupla. Com o prêmio, Maria Bethânia tornou-se a primeira cantora mulher da MPB a conquistar um Grammy.
Grande nome da noite, Kendrick Lamar foi o artista mais premiado, levando cinco troféus, incluindo Gravação do Ano. Com isso, tornou-se o rapper com mais vitórias na história do Grammy, superando o recorde anterior de Jay-Z.
Já na principal categoria da cerimônia, Álbum do Ano (AOTY), Bad Bunny fez história ao vencer com um disco totalmente em espanhol, tornando-se o primeiro artista a alcançar o feito. Até então, a única vitória latina na categoria havia sido de Carlos Santana, em 2000, com “Supernatural”, álbum que mesclava faixas em inglês e espanhol.
Com recordes quebrados, diversidade musical em evidência e momentos inesperados, o Grammy 2026 reforçou sua posição como uma das premiações mais emblemáticas da música mundial.









