
Pela primeira vez, executivos brasileiros colocam a IA como a principal preocupação para os negócios, superando riscos cibernéticos e regulatórios
A inteligência artificial (IA) é hoje o maior risco empresarial percebido pelo setor de negócios no Brasil. É o que revela um ranking elaborado pela Allianz Commercial, seguradora corporativa do Grupo Allianz, que pela primeira vez aponta a tecnologia no topo das preocupações dos executivos brasileiros.
De acordo com o levantamento, embora a IA continue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para ganho de eficiência, inovação e competitividade, ela também passou a ser encarada como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais. A rápida evolução e adoção da tecnologia têm superado a capacidade das empresas de estabelecer modelos sólidos de governança, acompanhar o avanço da regulação e preparar adequadamente suas equipes.
Para o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund, a liderança da inteligência artificial no ranking reflete seu impacto crescente na economia e na sociedade. “Considerando a crescente importância da IA na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas”, afirmou.
O estudo também destaca que a preocupação com a IA está diretamente ligada a temas como segurança da informação, conformidade regulatória e exposição a danos de imagem, especialmente em um cenário de uso cada vez mais disseminado de sistemas automatizados e algoritmos decisórios.
Além da inteligência artificial, outros riscos seguem no radar dos empresários brasileiros. Os incidentes cibernéticos aparecem em segundo lugar, com 31% das citações, seguidos por mudanças na legislação e na regulamentação (28%). As mudanças climáticas ocupam a quarta posição, com 27%, enquanto as catástrofes naturais fecham o ranking, citadas por 21% dos entrevistados.
O resultado reforça a necessidade de as empresas brasileiras investirem não apenas em tecnologia, mas também em governança, segurança e capacitação, para lidar com um ambiente de riscos cada vez mais complexo e dinâmico.









