
Deputado passou a usar colete à prova de balas após relatar ameaças; manifestação deve terminar neste domingo em Brasília
A caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou ao Distrito Federal na tarde deste sábado (24), após ter sido iniciada na última segunda-feira (19), em Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. O ato simbólico, promovido pelo parlamentar em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), percorreu cerca de 240 quilômetros pela BR-040.
Segundo apuração da Itatiaia, Nikolas passou a utilizar um colete à prova de balas nos últimos dias da mobilização. De acordo com sua assessoria, a medida foi adotada de forma preventiva, em razão de ameaças recentes feitas contra o deputado. A origem e a autoria das supostas ameaças não foram divulgadas.
Um vídeo publicado pelo próprio parlamentar nas redes sociais mostra a chegada do grupo ao Distrito Federal. A iniciativa, inicialmente individual, ganhou repercussão digital e passou a contar com a adesão de outros parlamentares, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e eleitores do deputado mineiro.
A expectativa é que a manifestação seja encerrada neste domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília. De acordo com Nikolas Ferreira, o objetivo do ato é protestar contra decisões do STF relacionadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, com destaque para o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 e atualmente preso no Complexo da Papuda, na capital federal.
Segurança reforçada
Um dia antes do ato, o Palácio do Planalto instalou grades de proteção ao redor da sede do Executivo. Segundo o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a medida foi adotada “em virtude da possibilidade de manifestações programadas em locais próximos à instalação presidencial”.
A manifestação deste domingo ocorre em meio a um cenário de atenção redobrada das autoridades de segurança, diante do histórico recente de atos antidemocráticos e da mobilização de apoiadores do ex-presidente nas redes sociais e em atos públicos.









