
Ao longo de 2025, o percentual de famílias endividadas no Distrito Federal apresentou retração nos três primeiros meses do ano, seguida de crescimento contínuo nos meses subsequentes. Em dezembro, o índice alcançou 77,2% das famílias, frente a 67,7% registrados no mesmo mês de 2024.
Em números absolutos, o DF contabiliza atualmente 827.976 famílias endividadas. Dentre elas, 434.052 possuem dívidas em atraso (inadimplentes), sendo que 186.635 declararam não ter condições de honrar seus compromissos financeiros.
Esse movimento contrasta com o comportamento observado no cenário nacional. No Brasil, o endividamento das famílias passou a recuar a partir de outubro, encerrando dezembro de 2025 em 79,5%, patamar 2,3 pontos percentuais acima do registrado no Distrito Federal.
Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No que se refere à inadimplência, os dados indicam queda a partir de setembro, após atingir o pico de 42,7% em agosto. Ao final do ano, o percentual de famílias inadimplentes ficou em 40,5%, ligeiramente abaixo dos 40,7% registrados em dezembro de 2024.
Em termos absolutos, dezembro registrou acréscimo de 5.968 famílias endividadas em relação ao mês anterior. Em contrapartida, houve redução de 12.867 famílias inadimplentes, das quais 9.753 estavam anteriormente sem condições de honrar seus compromissos financeiros.
Destaca-se, ainda, a redução do grupo de inadimplentes sem condições de pagamento, que recuou de 20,8% em dezembro de 2024 para 17,4% em dezembro de 2025. “Esse movimento sinaliza um processo gradual de reequilíbrio financeiro e de reinserção de consumidores no mercado de crédito, intensificado nos dois últimos meses do ano, possivelmente em função da utilização do 13º salário para amortização de dívidas”, avalia o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
Ainda segundo Aparecido, a melhora nos níveis de emprego e da massa salarial nos últimos dois anos, aliada à força do setor público local, contribui para que o endividamento das famílias no Distrito Federal apresentasse melhor qualidade e maior liquidez em comparação ao cenário nacional, onde o comprometimento médio da renda com dívidas é de 29,5%, contra 21,7% na capital federal.









