Google anuncia personalização do Gemini com integração a Gmail, Fotos e YouTube

Divulgaçâo: Google

 

Recurso em fase beta nos EUA promete respostas mais contextualizadas, com controle do usuário e foco em privacidade

O Google anunciou nesta quarta-feira (14) que o Gemini, seu assistente de inteligência artificial, passará a oferecer respostas personalizadas a partir da integração com outros aplicativos da empresa, como Gmail, Google Fotos, YouTube e a Busca. A novidade permitirá que o sistema utilize informações já presentes nos serviços do Google para entregar respostas mais contextualizadas às necessidades dos usuários.

A funcionalidade, chamada de Personal Intelligence, está em versão beta e, por enquanto, disponível apenas nos Estados Unidos. O recurso poderá ser ativado ou desativado conforme a escolha do usuário, que decide se deseja ou não conectar suas contas e aplicativos ao assistente. O acesso será liberado gradualmente ao longo da próxima semana para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra no país. Ainda não há previsão de lançamento em outras regiões.

Em comunicado à imprensa, o Google apresentou um exemplo de uso da nova ferramenta em um contexto cotidiano. Segundo a empresa, ao solicitar ajuda para trocar os pneus de um carro, o Gemini foi capaz de identificar o modelo do veículo, sugerir opções adequadas  como pneus para uso diário ou para diferentes condições climáticas — e relacionar essas recomendações a viagens familiares registradas no Google Fotos. O assistente também reuniu avaliações e preços dos produtos para facilitar a decisão do usuário.

A companhia reforçou que os dados utilizados nesse processo de personalização não serão empregados para treinar os modelos de inteligência artificial. De acordo com o Google, apenas informações já inseridas nos próprios serviços da empresa são usadas como referência para compor as respostas, priorizando a segurança e a privacidade dos usuários. Dados sensíveis, como informações de saúde, não são acessados pelo Gemini, a menos que o próprio usuário solicite explicitamente esse tipo de auxílio.

“Resumindo, não treinamos nossos sistemas para aprender o número da sua placa [de carro]; treinamos para que eles entendam que, quando você solicita uma, podemos localizá-la”, afirmou a empresa no comunicado, ao destacar os limites no uso de dados pessoais pela nova funcionalidade.