
Oposição pressiona Congresso após prisão de Bolsonaro, Israel aprova plano para ocupar Gaza, e Petrobras retoma venda de gás de cozinha mirando redução de preços.
Na primeira semana de agosto, o cenário político brasileiro e internacional foi marcado por intensos desdobramentos. Na Câmara dos Deputados, parlamentares da oposição protagonizaram um protesto inédito: ocuparam o Plenário Ulysses Guimarães, com revezamento durante a madrugada, em reação à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles exigem o avanço de pautas como a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes (STF) e o fim do foro privilegiado. Em resposta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou reunião de líderes e pediu diálogo institucional.
No cenário internacional, o governo de Israel aprovou um polêmico plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para assumir o controle da Cidade de Gaza. A proposta, que prevê ações militares e ajuda humanitária paralela, foi duramente criticada pela oposição israelense, que a considera uma “catástrofe”. O grupo palestino Hamas também condenou o plano, prometendo resistência contínua.
Enquanto isso, no setor econômico, a Petrobras anunciou a retomada de sua atuação no mercado de gás de cozinha. A estatal havia deixado o setor em 2020, mas agora pretende voltar, embora ainda sem detalhar como será a operação. A decisão acontece em meio a críticas do presidente Lula sobre o alto preço do botijão — que pode chegar a R$ 140 em algumas regiões —, mesmo sendo vendido pela Petrobras a R$ 37. A medida foi comemorada pela Federação Única dos Petroleiros, que aponta a necessidade de maior controle da cadeia de distribuição. No mesmo dia, a estatal divulgou lucro líquido de R$ 26,7 bilhões no segundo trimestre e distribuirá R$ 8,66 bilhões em dividendos, dos quais o governo federal receberá 29%.









