sábado, 13 de junho de 2026 03:03
Home Notícias Economia CMN regulamenta uso de imóvel como garantia em múltiplos créditos

CMN regulamenta uso de imóvel como garantia em múltiplos créditos

 

Nova regra do Marco Legal das Garantias amplia acesso ao crédito imobiliário e otimiza uso de ativos, oferecendo maior segurança para instituições financeiras e mutuários

 

 

 

Com mais de um ano de atraso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou nesta quinta-feira (26) o uso de imóveis como garantia para mais de uma operação de crédito imobiliário. A medida, prevista no Marco Legal das Garantias, sancionado em outubro de 2023, só entrou em vigor agora com a publicação das regras pelo CMN.

Ampliação das possibilidades de crédito

A nova legislação permite que consumidores utilizem um imóvel como garantia em várias operações de crédito simultâneas. Antes, a prática era limitada, já que um imóvel só podia ser usado como garantia em uma única transação. A falta de uma legislação clara também gerava insegurança entre registradores, dificultando a aplicação de extensões de garantia.

Agora, qualquer imóvel, seja ele a única propriedade do tomador ou uma moradia adicional, pode ser utilizado para garantir múltiplos empréstimos, desde que os valores somados das operações não ultrapassem o limite de cota de crédito estabelecido.

Condições específicas e maior segurança

A regulamentação traz aprimoramentos importantes. Por exemplo, as novas operações garantidas pelo mesmo imóvel podem ter condições de remuneração, atualização e amortização diferentes daquelas do empréstimo original. Além disso, para empréstimos destinados a pessoas físicas com garantia de imóveis residenciais, as instituições financeiras poderão exigir uma garantia securitária, cobrindo riscos como morte, invalidez permanente e danos ao imóvel.

Essa garantia secundária, segundo o Banco Central (BC), será solicitada sem comprometer a liberdade do mutuário de escolher a apólice de seguro mais adequada, garantindo a proteção do bem e maior segurança na concessão de crédito.

Impactos no mercado imobiliário

Em nota, o BC destacou que a medida contribui para o melhor aproveitamento de ativos imobilizados por devedores e credores, com potencial de ampliar significativamente a concessão de crédito imobiliário, especialmente para pessoas físicas. Ao mesmo tempo, as regras preservam a robustez dos critérios de originação de crédito, garantindo equilíbrio e segurança para o mercado.

A nova regulamentação é vista como um avanço para o setor, otimizando o uso de imóveis como ativos financeiros e ampliando o acesso ao crédito, especialmente em um momento de retomada econômica e ajustes no mercado imobiliário brasileiro.