
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve presente na segunda reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, nesta terça-feira (12). Durante a reunião, diversos grupos de trabalho compartilharam os resultados e recomendações alcançados ao longo do ano, destacando medidas que dependem de recursos públicos em áreas cruciais como agricultura, infância, meio ambiente e energia renovável.
Ao abordar as propostas apresentadas, o presidente Lula solicitou um estudo de viabilidade econômica e enfatizou a importância de não deixar que o país deixe de resolver seus problemas históricos devido à falta de investimento público.
“Nós precisamos fazer um estudo de viabilidade econômica de quanto será o investimento para a gente colocar essas coisas maravilhosas que vocês detectaram que é preciso fazer para o Brasil dar certo. Quanto vai custar a gente fazer esse investimento?”, indagou o presidente. Ele ressaltou que a decisão não se limita a aspectos de mercado ou fiscais, mas é uma questão de determinar o rumo que o país deseja para a próxima década.
O presidente argumentou a favor de uma visão política mais ampla, defendendo que se for necessário um endividamento para impulsionar o crescimento, isso deve ser considerado como parte da construção de ativos produtivos para o país. Ele questionou a resistência histórica a investimentos, destacando a necessidade de avaliar não apenas os custos imediatos, mas também os custos de não agir no momento certo.
Dentre os grupos de trabalho que apresentaram resultados, destacam-se propostas relacionadas à recuperação de áreas degradadas, criação de políticas integradas para a primeira infância, lançamento de polos tecnológicos de alto impacto, acesso ao crédito para micro e pequenas empresas fora dos grandes centros urbanos, investimentos em transição energética e proteção da Amazônia, e enfrentamento das desigualdades.
O Conselhão, reinstalado este ano após uma interrupção nos governos anteriores, tem como objetivo debater temas de interesse público e propor políticas para o governo federal. Composto por 247 integrantes da sociedade, além do presidente e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o Conselho desempenha um papel crucial na busca por soluções abrangentes para desafios nacionais.
O ministro Alexandre Padilha, coordenador do colegiado, destacou que ao longo do ano ocorreram mais de 100 reuniões dos grupos de trabalho do Conselhão. Ele também ressaltou a mudança nas expectativas econômicas, anunciando que o Brasil, após sete anos, deve encerrar 2023 com crescimento econômico de 3%, inflação controlada e desemprego em queda, abaixo de 8%.










