sábado, 18 de julho de 2026 06:06
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Taxa de juros para pessoa física recua em outubro, aponta Banco Central

 

Queda nas taxas médias de cartão de crédito e cheque especial são principais responsáveis pelo declínio

 

 

O Banco Central divulgou hoje estatísticas monetárias e de crédito referentes a outubro, revelando uma redução significativa na taxa média de juros cobrada de pessoa física no crédito livre. O índice recuou 1,9 ponto percentual (p.p.), atingindo 55,4% ao ano. A queda acumulada nos últimos 12 meses é de 1,2 p.p. Essa redução é atribuída principalmente à diminuição das taxas médias nas operações de cartão de crédito rotativo, que registrou queda de 9,5 p.p., e no cheque especial, com redução de 7,3 p.p. O crédito pessoal não consignado também teve uma diminuição de 1,7 p.p.

Para as pessoas jurídicas, a taxa média ficou em 22,8% ao ano, indicando estabilidade no mês e uma redução de 0,4 p.p. em 12 meses, de acordo com o BC.

No crédito livre, a taxa média de juros em outubro alcançou 42,2%, com uma redução mensal de 1,1 p.p. e estabilidade na comparação interanual com outubro de 2022. O volume das operações de crédito com recursos livres reduziu 0,4% em outubro, totalizando R$3,3 trilhões, mas apresentou um avanço de 5% em 12 meses.

O spread bancário para novas contratações ficou em 20,3 p.p., com uma queda mensal de 0,9 p.p. e estabilidade em 12 meses.

Em relação ao crédito direcionado, destinado principalmente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito, o volume totalizou R$ 2,3 trilhões, representando um crescimento de 0,9% no mês e de 10,7% em 12 meses.

O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro atingiu R$ 15,6 trilhões, correspondendo a 147,3% do PIB e a uma expansão de 0,9% no mês. O crédito ampliado às empresas ficou em R$ 5,5 trilhões, com aumento de 0,3% no mês e uma variação acumulada em 12 meses de 8,1%. O crédito ampliado às famílias alcançou R$ 3,7 trilhões, com expansões de 0,8% no mês e de 9,6% em 12 meses. O documento destaca o papel dos títulos de dívida e da dívida externa nesse cenário, impulsionando o crédito ampliado nos últimos 12 meses.