terça-feira, 9 de junho de 2026 10:10
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Produção agrícola brasileira deve atingir recorde em 2023 com mais de 300 milhões de toneladas

Colheita de trigo, colheita de grãos © CNA/ Wenderson Araujo/Trlux

 

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil deverá atingir 302,1 milhões de toneladas em 2023, um aumento de 14,8% em relação ao ano passado. Isso representa um acréscimo de 39 milhões de toneladas em relação a 2022.

A pesquisa de abril ampliou em 0,8% a estimativa feita em março, o que significa um acréscimo de mais 2,4 milhões de toneladas. A área a ser colhida em todo o ano deverá ser de 76,4 milhões de hectares, 4,3% a mais que em 2022 e 0,4% superior à previsão de março.

Entre as principais lavouras de grãos do país, a soja terá um aumento de 24,7% em relação a 2022, o milho terá 8,8% de aumento, o algodão herbáceo em caroço terá 2,8% de aumento, o feijão terá 1,5% e o sorgo terá 23% de aumento. Por outro lado, são esperadas quedas de 7,5% para o arroz, de 1,7% para o trigo e de 6,5% para a aveia.

A safra deste ano está sendo beneficiada pelo clima mais chuvoso em quase todo o país, com exceção do Rio Grande do Sul, onde houve falta de chuva durante a safra de verão. O gerente da pesquisa, Carlos Barradas, ressalta que “no ano passado, a escassez de chuvas no estado foi ainda maior e afetou também outros estados”.

O Mato Grosso é o estado com maior produção de grãos do país, respondendo por 30,7% da safra, seguido por Paraná (15,5%), Rio Grande do Sul (10,1%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (6%).

Além dos grãos, o LSPA também apurou dados de outros produtos importantes da pauta agrícola brasileira, como a cana-de-açúcar, a banana, a laranja e o café. São esperados aumentos em relação a 2022 para uva (10,5%), cana (6,5%), café (5,5%), tomate (2,8%), mandioca (2,1%), laranja (0,5%) e banana (0,3%). Por outro lado, a batata-inglesa deve ter uma queda na produção de 2,8% em relação ao ano passado.