
João Carlos Mansur firmou acordo com a Procuradoria-Geral da República em investigação sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, homologou nesta sexta-feira (6) o acordo de delação premiada do fundador e ex-presidente da Reag Investimentos, João Carlos Mansur. O acordo foi firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e permanece sob segredo de Justiça.
Mansur foi alvo de buscas e apreensões durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
A investigação apura possíveis irregularidades nas operações financeiras relacionadas às duas instituições. A delação de Mansur poderá contribuir com informações para o andamento das apurações, embora o conteúdo do acordo ainda não tenha sido divulgado.
A Reag Investimentos também entrou no foco das investigações. Em janeiro deste ano, o Banco Central determinou a liquidação da empresa após identificar, segundo o órgão, graves violações às normas que regulam o funcionamento das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
Com a homologação pelo STF, o acordo de colaboração premiada passa a ter validade jurídica. Por estar em segredo de Justiça, os detalhes dos depoimentos e os possíveis elementos apresentados pelo ex-executivo não foram divulgados.










