sexta-feira, 21 de agosto de 2026 12:12
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Seguranças se entregam após morte de ciclista

© Frame Camera de segurança

 

 

Dois homens são acusados de espancar Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, durante nove minutos; outros dois suspeitos são procurados

 

 

 

Os dois seguranças de rua acusados de espancar até a morte o ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, se entregaram à polícia nessa quinta-feira (20). O crime aconteceu em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Outros dois homens, que seriam entregadores de serviço de delivery e também teriam participado das agressões, são procurados.

Segundo as investigações, Cláudio foi abordado pelos seguranças após eles suspeitarem, sem apresentar provas, que a bicicleta que estava com ele havia sido furtada. A vítima havia saído de Botafogo e seguia de bicicleta até a Rua Belford Roxo, em Copacabana, utilizando uma bicicleta pertencente à irmã.

Durante a abordagem, um dos seguranças, identificado como Davi Santos Machado, teria iniciado o interrogatório enquanto segurava um porrete. Cláudio afirmou que a bicicleta era da irmã, mas, segundo as informações da investigação, não conseguiu concluir a explicação. O outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, teria levado a bicicleta.

Após tentar segurar a bicicleta, Cláudio foi agredido pela primeira vez. Ele conseguiu se afastar e foi até a Rua Felipe de Oliveira, onde permaneceu sentado na escadaria de um prédio. No local, as agressões teriam continuado.

De acordo com as investigações, Davi Santos utilizou um bastão para golpear a vítima. Cláudio tentou fugir, mas teria sido derrubado pelos dois entregadores que acompanhavam os seguranças. As agressões duraram cerca de nove minutos e incluíram mais de 30 golpes na cabeça, além de chutes no tórax e no abdômen.

Após o espancamento, Cláudio ficou desacordado. Antes de deixar o local, um dos seguranças teria fotografado a vítima inconsciente. Um dos entregadores também teria revistado os bolsos do ciclista.

Cerca de 30 minutos depois, equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local e levaram Cláudio para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia 12. A causa da morte foi registrada como traumatismo craniano e hemorragia interna.

Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), os quatro suspeitos envolvidos nas agressões devem responder por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

A polícia continua procurando os dois homens que estavam com mochilas de entregadores e que ainda não se apresentaram para prestar depoimento.