
Autora afirma que desfecho da vilã simboliza a permanência da elite no poder e defende mudanças em relação à versão original da novela.
A autora Manuela Dias, de 49 anos, revelou o motivo que a levou a manter a personagem Odete Roitman, interpretada por Debora Bloch, viva no desfecho do remake de Vale Tudo, exibido até outubro de 2025. Segundo a novelista, a decisão foi pensada como uma reflexão sobre a permanência da elite e das estruturas de poder na sociedade.
Em entrevista ao programa Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metrópole, Manuela afirmou que analisou diferentes possibilidades para o encerramento da trajetória da vilã, mas optou por um final que rompesse com a expectativa do público.
“A elite não morre. A elite e o poder instituído mudam para continuar igual. É como o capitalismo. Para mim, fez todo sentido que a Odete ficasse viva”, declarou.
A autora explicou que chegou a considerar um desfecho trágico para a personagem, mas preferiu seguir um caminho menos previsível. Segundo ela, a escolha buscou ampliar a discussão proposta pela trama, em vez de apenas reproduzir o destino da versão original.
“Eu quis oferecer para o público todo o cardápio das possibilidades, mas a elite não morre”, afirmou.
Manuela Dias também comentou as mudanças realizadas em relação à novela exibida em 1988. Para a autora, as críticas recebidas ao longo da exibição refletem o envolvimento do público com a história, e não apenas rejeição às alterações promovidas na nova adaptação.
“Reclamar quer dizer se importar. A novela foi propondo esse jogo. Não faria sentido fazer uma novela toda igual”, avaliou.
Além do remake de Vale Tudo, Manuela Dias também está atualmente em cartaz na TV Globo com a série Justiça 2, lançada em 2025 na plataforma de streaming Globoplay.










