
Uso da tecnologia permite reduzir filas e priorizar casos graves nas 13 unidades de pronto atendimento
Com o aumento de casos de gripe, tosse, febre e dor de garganta, as unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal têm registrado maior procura por assistência médica. Para enfrentar a demanda crescente e reduzir o tempo de espera, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ampliou o uso da teleconsulta para pacientes com quadros leves.
Disponível nas 13 UPAs do DF, o sistema permite que pacientes classificados com menor gravidade — identificados pela pulseira verde — sejam atendidos por meio de videochamada dentro da própria unidade. A iniciativa busca dar mais agilidade ao atendimento e liberar as equipes presenciais para focar nos casos mais urgentes.
Em algumas unidades, como Sobradinho, Ceilândia 1, Recanto das Emas e São Sebastião, a teleconsulta também já contempla o atendimento pediátrico. Desde a implantação do serviço, em maio de 2025, até o início deste mês, foram realizados 21.467 atendimentos nessa modalidade, sendo 364 voltados ao público infantil — número que reflete a expansão gradual do serviço.
O funcionamento começa após a triagem e classificação de risco. Pacientes elegíveis podem optar pela teleconsulta, mediante assinatura de um termo de consentimento. Em seguida, são encaminhados a uma sala específica na UPA, onde realizam a consulta por vídeo com o médico, com suporte da equipe de enfermagem durante todo o processo.
Os dados apontam alta resolutividade do modelo: já foram emitidas 12.614 prescrições de medicamentos, além de 6.569 solicitações de exames laboratoriais e 2.893 de exames de imagem. Apenas 12,1% dos atendimentos precisaram ser convertidos para o formato presencial, geralmente por necessidade de exame físico mais detalhado.
De acordo com o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a estratégia contribui para organizar o fluxo de atendimento nas unidades. “Com a teleconsulta, conseguimos dar mais agilidade aos casos de menor gravidade e garantir prioridade aos pacientes mais urgentes, com segurança e qualidade assistencial”, afirmou.
O diretor de Atenção à Saúde do instituto, Edson Gonçalves, também destaca o impacto na eficiência do serviço. Segundo ele, ao direcionar os casos leves para um atendimento mais rápido, as equipes conseguem se dedicar com mais atenção aos pacientes em estado mais grave, melhorando o funcionamento geral das UPAs.
As unidades com maior volume de teleconsultas são as do Gama, Ceilândia II e Vicente Pires. Entre as principais queixas atendidas estão síndromes respiratórias, diarreia, gastroenterite e febre — condições comuns, mas que aumentam significativamente a demanda, sobretudo em períodos de mudança de clima.
As UPAs do Distrito Federal funcionam 24 horas por dia e atendem casos de urgência e emergência de média complexidade. O atendimento segue a classificação de risco, priorizando a gravidade dos pacientes. Com a teleconsulta, parte dos casos leves passa a ter um fluxo mais rápido, contribuindo para reduzir filas e tornar o atendimento mais eficiente para a população.









