
“Mais de 1.500 casais já estiveram conosco nessa celebração, mas a emoção é sempre a mesma. É a realização de um sonho e uma tarde muito feliz e especial para a gente. Sabemos que a maioria desses casais, quando quer formalizar essa união, enfrenta entraves financeiros, porque há um custo de aproximadamente R$ 1 mil para que cada casal possa oficializar o casamento”, afirmou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.
O programa é voltado para casais em situação de vulnerabilidade e oferece a oficialização gratuita da união civil, com uma estrutura completa para a cerimônia: vestido de noiva, terno, maquiagem e cabelo, transporte, decoração, fotos e cerimonial.
Para participar, os noivos precisam ter 18 anos ou mais, morar no DF e comprovar hipossuficiência de renda, conforme os critérios do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). A renda familiar por pessoa deve ser de até meio salário mínimo, e não pode haver impedimentos legais
“O nosso cadastro é aberto sempre dentro da Secretaria de Justiça e Cidadania. Quando não dá tempo de conseguirem formalizar todos os documentos para a edição, eles já ficam em uma fila de espera para a próxima. Neste ano, possivelmente teremos mais três edições”, esclareceu a gestora. para casar.
Antes da cerimônia, a movimentação começou cedo. A partir das 9h30, as noivas começaram a se apronta no Senac 903 Sul e na Casa do Maranhão, na Asa Sul, com toda a produção de cabelo e maquiagem.
Enquanto se arrumava para a celebração, Monique da Silva, de 32 anos, pensava nos dois filhos, de 10 e 4 anos. “Eles estão muito ansiosos. Meu filho sempre me chama de rainha, então, quando me ver, vai ficar emocionado. Além da aparência, eles vão ficar muito felizes porque vão ver o pai e a mãe deles se casando”, afirmou a moradora de Santa Maria.
Também emocionada, Letícia Ramos, de 20 anos, contou que conheceu o projeto depois que a cunhada se casou por ele no ano passado. “Com esse projeto do GDF, muitas pessoas de baixa renda conseguem realizar o sonho de casar. Eu e meu noivo moramos juntos há um ano e temos um filho de 7 meses, então só faltava o casamento”, disse a dona de casa, moradora de Ceilândia.
Desde 2021, a iniciativa já beneficiou mais de 1.500 famílias no Distrito Federal. Somente em 2025, foram realizadas quatro edições, com cerca de 400 casais atendidos.
“A formalização da família é sempre muito importante. A gente sabe que, até pelo Código Civil, há uma equiparação agora da união estável com o casamento, mas, quando há a formalização, estamos falando de segurança jurídica e também de um pertencimento muito grande que temos aqui nas famílias no DF”, finalizou Marcela Passamani.









