
Ministro afirma que deixará o cargo em breve e aponta secretário-executivo Dario Durigan como possível sucessor; Haddad é cotado para disputar o governo de São Paulo em 2026.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (10) que deixará o comando da pasta na próxima semana. A declaração foi feita a jornalistas ao chegar ao ministério, em Brasília. Segundo ele, a sucessão ainda depende de decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, é apontado como provável substituto.
“Devo deixar o governo na semana que vem”, afirmou Haddad ao comentar sua saída do cargo.
O ministro também ressaltou que Durigan possui experiência e boa relação com o presidente, o que poderia favorecer sua indicação. “O Dario eu acho que tem uma relação muito boa com o presidente, de muita confiança, e tem o domínio aqui do ministério há muitos anos. É um grande gestor público. Eu acredito, mas é uma prerrogativa do presidente anunciar”, disse.
Apesar de confirmar a saída da equipe econômica, Haddad evitou detalhar qual cargo pretende disputar nas eleições de 2026. Segundo ele, a decisão ainda está em discussão dentro do grupo político. “Estamos conversando, não está batido o martelo ainda. Estamos estudando a que concorrer”, declarou.
Possível candidatura em São Paulo
Nos bastidores políticos, no entanto, cresce a expectativa de que Haddad seja candidato ao governo de São Paulo. De acordo com informações da agência Reuters, o presidente Lula tem insistido para que o ministro dispute o cargo, com o objetivo de fortalecer o palanque do governo federal no estado mais populoso do país.
Historicamente, São Paulo tem sido um território eleitoral favorável à oposição, o que aumenta a preocupação do governo sobre o impacto do resultado estadual na disputa presidencial de 2026.
Pesquisas de intenção de voto indicam que o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), provável candidato à reeleição, lidera os cenários testados. Ainda assim, entre os nomes ligados ao governo federal, Haddad aparece como o candidato com melhor desempenho nas simulações. Outros nomes considerados foram o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.
Inicialmente, Haddad demonstrava resistência em disputar uma nova eleição. O ministro foi derrotado na tentativa de reeleição à prefeitura de São Paulo em 2016, perdeu a eleição presidencial de 2018 e também foi derrotado na corrida pelo governo paulista em 2022.
A preferência de Haddad era atuar na coordenação da campanha de Lula à reeleição em 2026. Nas últimas semanas, porém, o ministro passou a evitar declarações públicas negando uma eventual candidatura, o que reforçou a percepção de que ele pode aceitar o desafio eleitoral.
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a avaliação de que a disputa presidencial pode ser mais acirrada do que o esperado aumentou a pressão dentro do governo para que Haddad entre na corrida pelo governo paulista.










