
Banco Central informa que ainda há cerca de R$ 10,5 bilhões disponíveis para resgate no Sistema de Valores a Receber.
Os brasileiros retiraram R$ 403,29 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro apenas em janeiro deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Banco Central (BC). Apesar do montante já recuperado, ainda restam aproximadamente R$ 10,5 bilhões disponíveis para saque por pessoas físicas e jurídicas.
De acordo com o Banco Central, desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), já foram devolvidos R$ 13,76 bilhões a clientes bancários que tinham recursos esquecidos em instituições financeiras.
O SVR é um serviço que permite aos cidadãos consultarem se possuem dinheiro esquecido em bancos, cooperativas de crédito, consórcios ou outras instituições financeiras, como corretoras e financeiras. A consulta inicial pode ser feita gratuitamente informando apenas o CPF e a data de nascimento, ou o CNPJ e a data de abertura da empresa, inclusive no caso de empresas já encerradas.
Caso haja valores disponíveis, o cidadão precisa acessar o sistema e realizar o login com uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, além de ativar a verificação em duas etapas. Após o acesso, é possível verificar o valor disponível, a origem do recurso e a instituição responsável pela devolução.
Formas de resgate
O resgate do dinheiro pode ser feito de três maneiras. A primeira é entrando em contato diretamente com a instituição financeira responsável pelo valor. A segunda opção é fazer a solicitação pelo próprio Sistema de Valores a Receber.
Já a terceira alternativa é utilizar a função de solicitação automática de resgate, que permite que o crédito seja realizado diretamente na conta do cidadão quando novos valores forem identificados em seu nome.
Essa funcionalidade é exclusiva para pessoas físicas e está disponível para quem possui chave Pix vinculada ao CPF. A adesão ao serviço é opcional.
Os valores esquecidos podem ter diversas origens, como contas-correntes ou poupanças encerradas, recursos não resgatados de consórcios finalizados, cotas de cooperativas de crédito, tarifas cobradas indevidamente, parcelas de operações de crédito cobradas de forma incorreta, além de contas de pagamento ou registros em corretoras que foram encerrados.
Milhões ainda não resgataram valores
Segundo o Banco Central, até o fim de janeiro cerca de 37,7 milhões de correntistas já haviam recuperado seus recursos. Desse total, 33,7 milhões são pessoas físicas e aproximadamente 3,9 milhões são empresas.
Por outro lado, ainda existem mais de 54,6 milhões de beneficiários que não resgataram os valores disponíveis. Entre eles, 49,5 milhões são pessoas físicas e cerca de 5 milhões são pessoas jurídicas.
A maioria dos beneficiários possui direito a quantias pequenas. Cerca de 64,57% têm valores de até R$ 10. Outros 23,49% possuem valores entre R$ 10,01 e R$ 100. Já 10,04% têm quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil. Apenas 1,9% dos beneficiários possuem valores superiores a R$ 1 mil.
Alerta para golpes
O Banco Central também alertou a população para possíveis golpes relacionados ao resgate desses valores. Criminosos têm tentado enganar pessoas oferecendo suposta intermediação para liberar recursos esquecidos.
A autarquia reforça que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são gratuitos e que o Banco Central não envia links, nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para solicitar dados pessoais.
Além disso, o órgão orienta que os cidadãos nunca compartilhem senhas ou códigos de acesso, já que nenhuma pessoa ou instituição está autorizada a pedir esse tipo de informação.










