
Levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio-DF após o Carnaval 2026 aponta que 75,4% dos empresários do comércio e serviços do Distrito Federal tiveram aumento no faturamento em comparação ao mesmo período do ano passado.
A pesquisa ouviu 183 estabelecimentos. Do total que registrou crescimento, cerca de 41% apontaram elevação de até 10% nas vendas, enquanto 49% superaram esse índice, alcançando até 20% de alta. Outros 19,7% relataram estabilidade, e apenas 3,3% informaram queda no faturamento.
Estoques e expectativas
Antes do feriado, 85,5% dos empresários demonstravam confiança na adequação dos estoques. Após o Carnaval, 87% afirmaram ter conseguido escoar e renovar os produtos. Já 12% relataram estoque acima da demanda, e 1% indicou volume abaixo do necessário.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o desempenho confirma o fortalecimento da festa na capital.
“O Carnaval do Distrito Federal vem demonstrando, ano após ano, um crescimento consistente e um enorme potencial para se consolidar entre as grandes festas populares realizadas nas capitais brasileiras. Os dados desta sondagem confirmam algo que já percebemos, com a festa movimentando a cidade, impulsionando o comércio, fortalecendo o setor de serviços e gerando oportunidades de renda e emprego”, afirmou.

Estratégias e contratações
Entre as estratégias adotadas para atrair consumidores, 44,8% das empresas investiram em descontos progressivos e promoções especiais. Para atender ao aumento da demanda, 5% contrataram trabalhadores temporários — e, desse grupo, 78% sinalizaram possibilidade de efetivação após o período festivo.
Quanto ao horário de funcionamento:
70,5% mantiveram o expediente normal;
24,6% ampliaram o atendimento;
4,9% reduziram o horário.
Desafios enfrentados
Na sondagem pré-Carnaval, os principais desafios apontados foram:
Inflação setorial (52%);
Gestão de estoques diante da incerteza da demanda (22,5%);
Atrasos na entrega de mercadorias e insumos (15,4%);
Dificuldade para contratar temporários qualificados (10,1%).
Para 47,64% dos lojistas, esses fatores não geraram impactos negativos durante os dias de festa. Por outro lado, 45,03% afirmaram que os preços ficaram mais altos para o consumidor, 4,71% relataram falta de mercadorias e 2,62% enfrentaram escassez de funcionários.
Metodologia
A sondagem de pós-vendas do Carnaval 2026 foi aplicada entre 19 e 21 de fevereiro, com a mesma amostra da etapa de expectativas: 183 empresas dos segmentos de alimentação, comunicação e vendas, entretenimento e cultura, infraestrutura e suporte, além de moda, beleza e imagem.









