
Unidade em Jacarepaguá recebeu R$ 100 milhões para modernização e terá R$ 610 milhões anuais para custeio de serviços de média e alta complexidade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, neste domingo (15), o Centro de Emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro. A entrega integra o processo de reestruturação da unidade, que contou com R$ 100 milhões em investimentos do governo federal para obras de modernização.
O hospital, que integra o Sistema Único de Saúde (SUS), terá ainda R$ 610 milhões anuais destinados ao custeio de serviços de média e alta complexidade. A medida busca ampliar a capacidade de atendimento e garantir maior oferta de procedimentos à população.
A reestruturação ocorre após parceria firmada em dezembro de 2024 com a Prefeitura do Rio de Janeiro, que resultou na municipalização da gestão da unidade. Desde então, segundo o Ministério da Saúde, o hospital ampliou a capacidade de atendimentos e procedimentos realizados.
Durante a cerimônia, Lula afirmou que os hospitais federais no Rio foram historicamente utilizados de forma política e que a descentralização da gestão tem como objetivo mudar essa realidade.
“Os hospitais federais do Rio de Janeiro sempre foram utilizados como peça de troca em campanha eleitoral. E aí se colocava um deputado para tomar conta de uma coisa, um outro deputado para tomar conta da outra, até para tomar conta do estacionamento você tinha gente que cobrava dos funcionários”, declarou o presidente.
Além do Cardoso Fontes, outros cinco hospitais federais no Rio de Janeiro passam por processo de reestruturação. O Hospital Federal do Andaraí também já está sob gestão municipal.
De acordo com o governo federal, o Ministério da Saúde, em parceria com entidades como a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e universidades federais, tem investido na recuperação da rede federal de saúde no estado para superar problemas históricos, como emergências fechadas, leitos bloqueados e déficit de profissionais.
Entre 2024 e 2025, foram aplicados mais de R$ 1,4 bilhão com o objetivo de ampliar o acesso aos serviços de média e alta complexidade, reduzir filas, reabrir leitos e modernizar a infraestrutura, a logística e os modelos de gestão das unidades hospitalares.









