
Especialistas recomendam medidas de proteção digital antes de sair para a folia; só na capital paulista foram mais de 3,6 mil casos entre furtos e roubos em 2025
O Carnaval é sinônimo de festa e celebração, mas também exige atenção redobrada com a segurança, especialmente em relação a furtos e roubos de celulares durante os blocos de rua. O problema vai além do prejuízo material: os aparelhos concentram aplicativos bancários, dados pessoais e informações sensíveis que podem ser exploradas por criminosos.
Somente na cidade de São Paulo — a mais populosa do país — foram registrados 2.395 casos de furto e 1.283 de roubo durante o Carnaval de 2025, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Os números representam uma média de uma ocorrência a cada dois minutos ao longo do período festivo.
Diante do cenário, especialistas recomendam adotar medidas preventivas antes de sair de casa. O portal Canaltech reuniu orientações práticas para reduzir riscos e proteger dados pessoais.
Recuperação de conta e bloqueio remoto
Tanto Android quanto iOS oferecem recursos que facilitam a recuperação da conta e o bloqueio do aparelho em caso de perda ou roubo. No Android, há ferramentas específicas de proteção contra furto, que permitem bloquear o celular remotamente, além de um novo recurso que possibilita recuperar o acesso à conta Google por meio de uma selfie em vídeo.
Já o iOS conta com mecanismos que exigem verificação facial para alterar configurações sensíveis, modificar senha ou endereço de e-mail. Também é possível recuperar a conta do iCloud remotamente.
Limites no Pix e biometria
Como o Pix se tornou um dos meios de pagamento mais usados durante o Carnaval, estabelecer um limite diário de transferências pode ajudar a conter prejuízos em caso de acesso indevido. Os próprios aplicativos bancários permitem ajustar valores máximos para transações diurnas e noturnas.
Outra camada importante de proteção é a ativação da biometria, seja por impressão digital ou reconhecimento facial. Mesmo que alguém descubra a senha do aparelho, o acesso pode ser bloqueado pela verificação biométrica. A tecnologia também pode ser aplicada a aplicativos bancários e serviços sensíveis por meio de passkeys — chaves de acesso baseadas em biometria já disponíveis em plataformas como Gmail e WhatsApp.
Carteiras digitais e localização em tempo real
As carteiras digitais, como Google Wallet e Apple Pay, são consideradas mais seguras que o cartão físico, pois exigem autenticação a cada pagamento. Diferentemente do cartão por aproximação, que pode ser usado sem senha em compras de menor valor, o pagamento via celular depende do desbloqueio do aparelho ou do aplicativo.
Outra recomendação é compartilhar a localização em tempo real com amigos durante os blocos. A função está disponível em aplicativos como WhatsApp, Google Maps e Mapas da Apple e pode facilitar reencontros e garantir que todos retornem em segurança.
Código em apps de transporte e Celular Seguro
Para quem utiliza aplicativos de transporte, como Uber e 99, a orientação é ativar o código de verificação da corrida. A sequência numérica confirmada antes do início da viagem ajuda a garantir que o passageiro esteja com o motorista correto.
Além disso, o Governo Federal disponibiliza o aplicativo Celular Seguro, que permite bloquear rapidamente contas bancárias e a linha telefônica em caso de furto ou roubo. A ferramenta mantém o IMEI ativo para auxiliar em investigações e pode ocultar notificações na tela, evitando que criminosos tenham acesso a códigos de verificação.
Em meio à festa, especialistas reforçam que a prevenção digital é tão importante quanto cuidar dos pertences físicos. Pequenas configurações feitas antes de sair podem evitar transtornos e prejuízos durante o Carnaval.









