
Astro porto-riquenho homenageou familiar falecido com número simbólico no figurino e impressionou ao dispensar equipamentos de segurança durante acrobacias no palco
O cantor Bad Bunny, 31, revelou que sua apresentação no show do intervalo do Super Bowl foi marcada por uma homenagem pessoal e carregada de significado. O artista porto-riquenho explicou que o figurino usado no palco trazia uma referência direta à sua história familiar.
Durante o espetáculo, realizado no Levi’s Stadium, na Califórnia, na partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots, o cantor apareceu com uma roupa estampando o sobrenome Ocasio — seu nome de família — e o número 64 nas costas. O número faz alusão ao ano de nascimento de Cutito, tio do artista que morreu de forma inesperada.
Segundo Bad Bunny, foi esse tio quem o apresentou ao universo da NFL. Cutito deixou Porto Rico aos 17 anos para trabalhar nos Estados Unidos e compartilhou com o sobrinho o entusiasmo pelo futebol americano. “Sempre sonhei em levar meu tio a um Super Bowl, e não consegui. Ele se foi de forma inesperada, sem aviso. Então, durante meu show do intervalo do Super Bowl, decidi ter ele na minha camisa. Dediquei minha performance a ele antes de começar. Tenho certeza de que ele viu, estava presente e se sentiu orgulhoso do sobrinho”, afirmou o cantor.
Além da carga emocional, o show também chamou atenção pela performance física do artista. Bad Bunny realizou acrobacias no palco e, segundo a produção, recusou-se a utilizar equipamentos de segurança em determinados momentos, como na cena em que subiu em um poste cenográfico.
O diretor do espetáculo, Hamish Hamilton, comentou a decisão do cantor. “Ele se recusou a usar um cinto de segurança. Ele disse: ‘Eu não preciso disso’. Há várias implicações legais nessa escolha, o que não é exatamente minha área, mas, curiosamente, quando ele decidiu que não usaria o equipamento, conseguimos colocar uma câmera no poste para filmá-lo de cima enquanto ele subia”, revelou.
A diretora criativa Harriet Cuddeford também destacou a habilidade do artista. “Ele faz suas próprias acrobacias, e aprendeu isso em cerca de três minutos. Subiu direto no poste. Nos ensaios, todos nós ficamos pensando: ‘Será que ele vai ficar bem?’. Mas ele simplesmente subiu e conseguiu controlar a voz. Muito ágil. Ele aparentava ser capaz de lidar com qualquer coisa”, afirmou.
No repertório, Bad Bunny apresentou sucessos como “Tití Me Preguntó”, “Monaco” e “BAILE INoLVIDABLE”, além de receber convidados especiais no palco. Participaram do espetáculo nomes como Lady Gaga — que cantou “Die with a Smile” em versão salsa — e Ricky Martin, além de participações de Pedro Pascal, Cardi B, Karol G e Jessica Alba.
Confira a setlist completa do show:
“Tití Me Preguntó”
“Yo Perreo Sola”
“Safaera”
“Party”
“Voy a Llevarte Pa’ PR”
“EoO”
“Monaco”
“Die with a Smile” (com Lady Gaga – versão salsa)
“BAILE INoLVIDABLE”
“NUEVAYoL”
“LO QUE LE PASÓ A HAWAii” (com Ricky Martin)
“El Apagón”
“CAFé CON RON”
“DeBÍ TiRAR MáS FOToS”
Entre emoção e ousadia, o cantor transformou o palco do Super Bowl em um espaço de celebração da música latina e de memória familiar, reforçando sua identidade e suas raízes diante de uma audiência global.









