
Projeto Antifacção volta à Câmara após senadores derrubarem emenda que retirava direitos eleitorais de presos provisórios, enquanto Lula tenta evitar novos desgastes com o Congresso e o STF
O Senado voltou a cumprir o papel de “cemitério” de projetos aprovados pela ala conservadora da Câmara dos Deputados. Desta vez, os senadores retiraram do Projeto Antifacção a emenda que revogava o direito de voto de presos provisórios, proposta aprovada por ampla maioria na Câmara. A medida, de autoria do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), enfrentou resistência do PT e aliados, que argumentam que a Constituição garante o direito ao voto a quem ainda não tem condenação definitiva.
Com a alteração, o projeto retorna agora à Câmara, onde deputados prometem reintroduzir o dispositivo e insistem que a mudança impediria campanhas eleitorais dentro dos presídios. Nos bastidores, parlamentares admitem que o tema ganhou força ao se associar o eleitorado carcerário majoritariamente ao presidente Lula.
Enquanto isso, o Planalto tenta administrar outra crise: a liberação de supersalários no Legislativo. Com o julgamento da liminar no STF marcado para 25 de fevereiro, Lula pode ganhar tempo para evitar um confronto direto com a Câmara, fundamental para aprovar projetos de interesse do governo ainda neste semestre.
O ambiente político segue tensionado, misturando embates institucionais, disputas eleitorais antecipadas e até episódios de viralização nas redes, como a apropriação política da música humorística “Meu Amigo Flávio”, que virou símbolo momentâneo da direita. Entre ironias, recuos e disputas de poder, Brasília segue em modo campanha permanente.









