Pintura da Ponte JK, no Lago Sul, é iniciada

 

Investimento de R$ 2,4 milhões atende à antiga demanda de manutenção estética da estrutura

O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou a pintura da Ponte JK. A intervenção faz parte de um pacote de ações que vai valorizar o ponto turístico, aumentar a sensação de segurança pública e preservar o patrimônio arquitetônico brasiliense. A reforma conta com investimento de R$ 2,4 milhões.

Entre os serviços já realizados estão a limpeza das superfícies com hidrojateamento de baixa pressão, o tratamento anticorrosivo e a recuperação de áreas específicas. Atualmente, a parte inferior da estrutura recebe tinta acrílica aplicada pela técnica de pintura airless, que oferece aplicação mais rápida, uniforme e eficiente, com menos respingos e desperdício em relação às demais.

O próximo passo será a pintura das laterais e, posteriormente, dos arcos. As partes metálicas, os arcos e os guarda-corpos receberão tinta de poliuretano (PU) bicomponente, que proporciona uma camada protetora durável, resistente a produtos químicos, abrasão e intempéries, ideal para as condições climáticas às quais a ponte é exposta.

Há décadas, a Ponte JK apresentava sinais visíveis de desgaste, com áreas corroídas, pintura desbotada e pichações. Diante dessa antiga demanda de restauro da imagem desse importante cartão-postal da cidade, o GDF, por meio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), lançou a licitação para a execução dos serviços. Em meados de dezembro de 2025, a empresa vencedora do certame, a Civil Engenharia LTDA, iniciou os trabalhos, previstos para serem executados em várias etapas.

A servidora pública Marta Regina Costa, de 49 anos, elogiou a iniciativa. “Moro no Lago Sul há mais de 12 anos, sempre passo pela ponte e ficava triste por vê-la com a pintura escura, suja, pichada. Ao saber que ela está passando por manutenção, fiquei muito feliz; com certeza dará outra cara à nossa cidade. É nosso cartão-postal, né?”, disse.

 

A obra tem previsão de conclusão em abril deste ano; no entanto, o cronograma pode sofrer ajustes pontuais em razão dos períodos chuvosos, que interferem diretamente no andamento dos serviços, por serem executados em área externa.

Segundo Carlos Alberto Spies, diretor de Planejamento e Projetos da Novacap, os 150 dias corridos de revitalização fazem parte de um projeto maior. “A pintura é uma resposta rápida a uma demanda muito visível da população, mas, por trás, há toda uma preparação de recuperação estrutural, que exige estudos mais complexos e maior prazo de execução”, explicou.

Como fica o trânsito durante a obra

Até o momento, os acessos de veículos à ponte que liga o Lago Sul à área central da capital federal não foram bloqueados, mas, com a evolução da obra, interdições de vias poderão ser necessárias.

Os bloqueios parciais das faixas de rolamento sobre a ponte e nos acessos a ela, para a instalação de plataformas elevatórias — equipamentos necessários para a pintura dos arcos —, estão programados para começar no início de fevereiro. Todo esse trabalho será realizado no período noturno, para gerar o menor impacto possível no trânsito da região.

Para a pintura dos arcos, entretanto, a empresa executora estuda a possibilidade de utilizar drones, o que reduzirá consideravelmente tanto o uso de material quanto o tempo de serviço e, consequentemente, o impacto no trânsito.

Com informações da Agência Brasília