
Com investimento de R$ 465 mil, iniciativa reforça a política ambiental e de limpeza urbana da capital federal, que já conta com 25 equipamentos desta natureza
O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta quarta-feira (14), o primeiro papa-entulho do Riacho Fundo II. A entrega do equipamento, que integra a política de descarte correto de resíduos do DF, contou com a presença da governadora em exercício do DF, Celina Leão, e marca a ampliação da rede de pontos de entrega voluntária (PEVs) voltados ao recebimento de entulho e materiais inservíveis.
Localizado na QN 20, Conjunto 1, Lote 1, o novo papa-entulho recebeu investimento de R$ 465 mil, com recursos do Banco do Brasil, e ocupa uma área de mil m². O espaço foi projetado para receber resíduos da construção civil de pequeno porte, móveis velhos, restos de poda, materiais recicláveis e óleo de cozinha usado, contribuindo para a preservação ambiental, a organização urbana e a redução do descarte irregular em vias públicas, áreas verdes e terrenos baldios.
“Quando a gente cria um papa-entulho, a gente traz um local adequado para que a comunidade possa descartar um outro tipo de material que antes ficava jogado e abandonado no meio da cidade. Essa política nunca parou, nós vamos ampliar ainda mais e criar mais papa-entulhos pelo Distrito Federal. Nós queremos uma cidade cada vez mais limpa”, afirmou Celina Leão.
Com a unidade do Riacho Fundo II, o Distrito Federal passa a contar com 25 papa-entulhos em funcionamento. Os equipamentos são administrados pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e têm papel estratégico no enfrentamento aos pontos de despejo irregular, que geram impactos ambientais, custos adicionais ao poder público e prejuízos à qualidade de vida da população.
Entre 2019 e 2025, este GDF ampliou de forma significativa a rede de equipamentos de descarte. Nesse período, foram instalados 689 papa-lixos e 15 papa-entulhos em diversas regiões administrativas, somando-se aos pontos já existentes. Em 2025, os 24 papa-entulhos em operação receberam mais de 49 mil toneladas de resíduos, sendo cerca de 38 mil toneladas de resíduos da construção civil, 7 mil toneladas de podas e 4 mil toneladas de volumosos, como móveis descartados.
“Essa era uma região administrativa que ainda não tinha nenhum equipamento dessa natureza. Tínhamos 24 papa-entulhos e esse já é o 25º. Agora com um no Riacho Fundo II, a gente pode direcionar o descarte regular da população. Com esse equipamento a gente consegue minimizar o descarte irregular, que é um problema crônico de Brasília. A nossa meta é, durante esse ano, praticamente dobrar esse número de papa-entulhos”, anunciou o presidente do SLU, Luiz Felipe Cardoso.
Os papa-entulhos funcionam como locais adequados para o descarte de resíduos que, historicamente, eram lançados de forma irregular nas ruas. Cada usuário pode descartar até 1 metro cúbico de material por visita. Para volumes maiores, o SLU orienta que o descarte seja feito de forma fracionada. Já obras de maior porte exigem a contratação de empresas cadastradas no órgão, que utilizam caçambas específicas e encaminham os resíduos às unidades de recebimento de entulhos (UREs).
Papa-lixo e papa entulho: qual a diferença?
Embora complementares, os equipamentos atendem a diferentes finalidades. O papa-lixo é destinado ao descarte de lixo comum não reciclável, especialmente em áreas de difícil acesso para os caminhões de coleta. Já o papa-entulho recebe resíduos de pequenas obras, móveis inservíveis, podas de árvores e materiais recicláveis, sendo proibido o descarte de lixo orgânico e resíduos eletrônicos.
Comunidade aprova
Moradora do Riacho Fundo II, a aposentada Marilda Alves, de 61 anos, destacou a importância do novo equipamento para a saúde pública e para a organização da cidade. “Hoje é um dia incrível. A gente sabe que o lixo jogado em qualquer lugar é um problema de saúde pública. Quando você vê que a gente conseguiu chegar a esse momento de ter um espaço adequado, é muito importante para toda a comunidade”, disse.
Já o professor Edilson Abreu, de 59 anos, defende que a entrega representa um avanço histórico. “Foi uma grande luta, mas é uma luta maravilhosa. Isso traz mais qualidade de vida, mais saúde e mais limpeza. É um espaço adequado para uma população que é grande e precisava desse equipamento. O governo acertou muito com essa entrega”, avaliou.
Investimentos que ampliam a qualidade de vida no Riacho Fundo II
Além do reforço na política de limpeza urbana, o Riacho Fundo II tem recebido uma série de investimentos deste GDF nos últimos anos, refletindo diretamente na qualidade de vida da população e no crescimento da região. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), a cidade está entre as que mais receberam migrantes internos, movimento impulsionado pela ampliação da infraestrutura urbana e dos serviços públicos.
Na área de mobilidade, um dos principais destaques foi a duplicação da Avenida N3, que conecta a cidade à Estrada Parque Núcleo Bandeirante. Entregue em 2023, a obra contou com investimento de R$ 2,8 milhões e incluiu cerca de 1,2 km de pista duplicada, além da implantação de ciclovias, calçadas, drenagem, paisagismo, rampas de acessibilidade e paradas de ônibus, com aporte adicional de R$ 1,1 milhão. Outro marco importante foi a entrega do viaduto que liga o Riacho Fundo II ao Recanto das Emas, na Estrada Parque Contorno (DF-001), com investimento de R$ 30,9 milhões, beneficiando cerca de 30 mil motoristas diariamente.
Os investimentos também alcançaram áreas essenciais como saúde e educação. Em 2021, a cidade passou a contar com uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e uma Unidade Básica de Saúde (UBS), obras que somaram R$ 14,6 milhões. Na educação, foram entregues o Centro Interescolar de Línguas (CIL) Riacho Fundo II, com capacidade para atender a mais de 3 mil estudantes em quatro idiomas, e o Centro de Educação Infantil (CEI) Parque do Riacho, na QN 12A, que pode atender até 560 alunos, com investimento de aproximadamente R$ 9,5 milhões.
Com informações da Agência Brasília









