
Dupla foi detida na Barra da Tijuca e é apontada como responsável por abastecer facção criminosa com veículos clonados e desmontados
A Justiça do Rio de Janeiro converteu, nesta quinta-feira (8), a prisão em flagrante em prisão preventiva de dois homens acusados de tentar furtar um carro de luxo na Barra da Tijuca, na zona sudoeste da capital fluminense. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, após pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Os presos, Fagner Yúri de Jesus Siqueira e Matheus Ferreira Vasconcelos, foram detidos na última terça-feira (6) por policiais da Delegacia da Gávea. Segundo as investigações, eles integram uma quadrilha especializada em furtos de veículos de alto valor, que seriam revendidos a traficantes da comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, na zona norte do Rio.
Durante a audiência, o MPRJ solicitou a prisão preventiva com base na gravidade do crime e no risco concreto de reiteração criminosa, caso os suspeitos respondessem ao processo em liberdade. A Justiça acolheu o pedido, levando em consideração a extensa ficha criminal da dupla.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso monitorava carros de luxo e utilizava dispositivos eletrônicos de alta tecnologia, como decodificadores e emuladores de chaves, capazes de destravar e ligar os veículos em poucos minutos. Após os furtos, os automóveis eram levados para comunidades, onde passavam por processos de clonagem.
Ainda segundo os investigadores, os veículos tinham diferentes destinos: eram enviados ao Paraguai, utilizados como moeda de troca por armas e drogas ou desmontados para abastecer o mercado ilegal de peças. A apuração aponta também que a própria facção criminosa oferecia treinamento aos integrantes, com “cursos” de abertura e acionamento dos veículos, além do aluguel dos equipamentos eletrônicos usados nos crimes.









