
GDF já entregou sete novas unidades de pronto atendimento desde 2021 e prevê mais sete em regiões ainda não contempladas; investimentos chegam a R$ 139 milhões.
O atendimento rápido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Gama foi crucial para salvar a vida do comerciante João Idelfoncio do Amorim, de 66 anos. Ele sofreu um infarto e, mesmo chegando três dias após o episódio, recebeu assistência imediata. “Achava que eram dores normais. Aqui, foi tudo muito rápido”, relata. Morador do Novo Gama, João levou apenas 20 minutos até a UPA e, em pouco tempo, já passava por exames e iniciava o tratamento. Hoje, com três pontes de safena e sem sequelas, ele agradece: “Salvaram a minha vida. Agradeço por terem construído uma coisa tão boa para nós”.
A unidade do Gama é uma das sete UPAs inauguradas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2021. As outras foram implantadas em Brazlândia, Ceilândia, Paranoá, Planaltina, Riacho Fundo II e Vicente Pires. Com investimento total de R$ 139 milhões, as obras mais do que dobraram o número de estabelecimentos no DF, passando de seis para treze unidades. O objetivo principal foi desafogar os prontos-socorros e ambulatórios hospitalares da rede pública, garantindo acesso mais ágil e eficaz aos serviços de urgência e emergência.
Todas as UPAs oferecem atendimento 24 horas por dia e contam com equipamentos como raio-X, eletrocardiograma, laboratório de exames e leitos de observação. Os ambientes são preparados para acolher pacientes conforme a gravidade do caso, com salas classificadas nas cores verde, amarela e vermelha.
Outro paciente que teve sua vida salva pela eficiência da rede foi o empresário Lúcio Eduardo Carvalho, de 43 anos. Ele sofreu um infarto em novembro de 2024 e foi rapidamente atendido. “Cheguei com um quadro bem grave, sentindo muitas dores. Como a UPA do Gama tem protocolo específico para atendimentos cardíacos, fui medicado em menos de 40 minutos”, conta. Foi seu segundo atendimento na unidade, onde já havia buscado socorro anteriormente por um desconforto renal.
De acordo com Otávio Maia dos Santos, coordenador de enfermagem da unidade, cerca de 5 mil atendimentos são realizados por mês. “Temos uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, assistentes sociais e fisioterapeutas. A UPA do Gama faz diferença não só para o Gama, mas também para Santa Maria e municípios da Ride”, afirma.
Para ampliar ainda mais o acesso à saúde, o GDF já planeja a construção de mais sete unidades, desta vez em regiões que ainda não contam com esse tipo de estrutura: Água Quente, Arapoanga, Guará, Sol Nascente/Pôr do Sol, Estrutural, Taguatinga Sul e Águas Claras. A previsão de investimento é de R$ 139 milhões, com licitações publicadas no Diário Oficial do DF em agosto de 2024.
As UPAs integram a rede de atendimento secundário do sistema de saúde pública, posicionando-se entre as unidades básicas (atenção primária) e os hospitais (alta complexidade). Estão conectadas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e operam todos os dias, 24 horas por dia. A população deve procurar uma UPA em casos como parada cardiorrespiratória, dores no peito, dificuldade para respirar, convulsões, vômitos persistentes, dores abdominais intensas, cefaleia grave, alergias severas, intoxicação ou tentativa de suicídio.
A expansão dessas unidades reforça o compromisso do GDF com uma saúde pública mais acessível, moderna e eficiente – capaz de salvar vidas, como no caso de João e Lúcio, e de garantir atendimento digno para milhares de cidadãos do Distrito Federal.
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