
O processo envolvendo o ex-bombeiro Maxwell Simões Correa, acusado de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, teve sua primeira audiência de instrução nesta quarta-feira (10), conduzida pelo Juiz da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Maxwell foi implicado no caso pela delação premiada de Elcio Queiroz, também suspeito do crime, junto com o ex-PM Ronnie Lessa, que estão detidos.
As provas apresentadas pelo Ministério Público indicam a ligação direta de Maxwell antes, durante e após os assassinatos, resultando em sua prisão preventiva decretada pelo juiz Gustavo Kalil. Atualmente, Maxwell se encontra em um presídio federal em Brasília, participando da audiência de forma remota.
O depoimento de Elcio Queiroz, prestado do presídio em Brasília, foi crucial para desvendar a dinâmica do assassinato. Ele detalhou os eventos do dia do crime, onde foi convidado por Ronnie Lessa para dirigir um carro e, posteriormente, entregaram o veículo Cobalt a Maxwell Simões Correa. O crime ocorreu no Estácio, com Rajadas de metralhadora disparadas por Lessa que atingiram Marielle e Anderson.
Além dos depoimentos cruciais, as testemunhas de acusação, incluindo a viúva de Marielle, Mônica Benício, e Ágatha Reis, mulher de Anderson, apresentaram relatos sobre a convivência com as vítimas e desconhecimento sobre possíveis ameaças de segurança que enfrentavam. As investigações continuam avançando para esclarecer por completo esse caso que chocou o país.









