(crédito: Globo/Zé Paulo Cardeal )

Ator, diretor, escritor e humorista Jô Soares estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o fim do mês passado

 

Morreu na madrugada desta sexta-feira (5/8) o ator, humorista, jornalista e escritor Jô Soares. Ele tinha 84 anos de idade e estava internado desde o mês passado para tratar uma pneumonia. Ainda não há informações sobre enterro e velório de Jô Soares. A família pede somente que o público não se aglomere no hospital ou no cemitério e que se despeça do ídolo por meio das redes sociais.

A morte foi confirmada por Flávia Pedra, ex-mulher do artista. Em homenagem nas redes sociais, Flávia agradeceu pela vida de Jô.

“Viva você, meu Bitiko, Bolota, Miudeza, Bichinho, Porcaria, Gorducho. Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, disse.

No início da carreira, fez filmes musicais Rei do movimento (1954), De pernas pro ar (1956) e Pé na tábua (1957). Em 1958, ele fez a estreia na TV no programa Noite de Gala, exibido pela TV Rio. Jô também teve passagem pela TV Tupi e pela TV Record. Um dos grandes destaques na época foi A Família Trapo, exibido entre 1967 e 1971, em que ele escrevia o roteiro e tinha um personagem.

Na TV Globo, ele estreou em 1970 com o programa Faça humor, não faça guerra. Após 17 anos na emissora, ele migrou para o SBT, onde comandou o talk show Jô Soares onze e meia, por 11 anos. Após esse período, ele retornou para a TV Globo, onde comandou o Programa do Jô, durante 25 anos na TV Globo. O talk show foi exibido entre 2000 e 2016.

Jô também escreveu para jornais e revistas e é autor de cinco livros: O astronauta sem regime (1983), O Xangô de Baker Street (1995), O homem que matou Getúlio Vargas (1998), Assassinatos na Academia Brasileira de Letras (2005) e As esganadas (2011).

O artista foi casado três vezes: com Teresa Austregésilo, com quem teve seu único filho, Rafael, que morreu aos 50 anos; Silvia Bandeira e com Flávia Pedra. (CB)