quarta-feira, 10 de junho de 2026 20:20
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Estudantes conhecem de perto patrimônio histórico de Planaltina

Projeto leva alunos em excursões por monumentos da cidade, uma das mais antigas do DF

Aprender sobre o patrimônio histórico e cultural da região administrativa em que vivem foi a missão dada às crianças e adolescentes da Escola Classe 1 e do Centro de Ensino Fundamental 3 de Planaltina. Nesta semana, o projeto Visitas Patrimoniais: Inventários Participativos contemplou 63 estudantes da rede pública com excursões a monumentos de uma das cidades mais antigas do DF. A ação é uma parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com as secretarias de Educação e de Cultura e Economia Criativa do DF.

“Eu me desenhei ao lado da igreja porque achei o lugar muito bonito”Maria Luíza Passos, aluna da Escola Classe 1 de Planaltina

Na manhã dessa quinta-feira (2), foi a vez de 23 estudantes do Centro de Ensino Fundamental 3 visitarem a Pedra Fundamental, o Morro da Capelinha, o Vale do Amanhecer, o Complexo Cultural e o Centro Histórico de Planaltina. Os espaços foram escolhidos pelos próprios estudantes, durante atividades pedagógicas feitas no último semestre letivo.

À tarde, 40 estudantes da Escola Classe 1 fizeram uma visita guiada ao Complexo Cultural, onde participaram de contação de histórias e assistiram a um vídeo a respeito do mural do Complexo Cultural, que narra, por meio de arte urbana, as memórias da RA VI – Planaltina. Ao final da ação, os pequenos desenharam suas impressões sobre a cidade.

História

Maria Luiza Passos tem oito anos e estuda na Escola Classe 1. Ela contou que gosta de morar em Planaltina, porque tem vários amigos. Ela escolheu desenhar um importante monumento histórico: a Capela São Sebastião. “Eu me desenhei ao lado da igreja porque achei o lugar muito bonito”, disse a menina, mostrando, alegre, a imagem.

Maria Luíza, de 8 anos, diz que gosta de morar em Planaltina porque tem vários amigos na cidade e escolheu desenhar um importante monumento histórico: a Capela São Sebastião

A professora Karinne Santana foi a responsável pela contação de histórias da qual a turma de Maria Luíza participou. Para ela, a iniciativa é uma maneira de perpetuar a história de Planaltina. “Sou moradora da cidade e sei o impacto dessa ação. Por meio de atividades lúdicas, nós conseguimos fazer com que os estudantes entendam a história de Planaltina e conheçam suas raízes”, avaliou.

Já a analista de atividades culturais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, Rayane Silva, afirmou que o projeto garante a formação de moradores mais conscientes. “A partir do trabalho com estudantes, nós acabamos atingindo os pais, pois eles levam para casa a bagagem de conhecimento e fomentam a vontade de fazer visitas ao patrimônio histórico, o que traz o desejo de conhecer a cultura local”, ressaltou.

“A ideia é que a iniciativa chegue a outras regiões administrativas e também tenha como resultado trabalhos a respeito da história de cada local”Vinicius Januzzi, técnico da superintendência do Iphan

Livro colaborativo

Além de contribuírem para a formação cultural e intelectual dos estudantes, as visitas geram um material a ser utilizado nas escolas da rede pública. Trata-se de livro colaborativo produzido pelo Iphan em parceria com as secretarias de Educação e de Cultura.

O trabalho é elaborado utilizando o material feito pelos estudantes durante as vivências do projeto. Planaltina será a responsável por trazer o terceiro volume da “Coleção Patrimônio para Jovens”, uma iniciativa que começou em 2019 e já rendeu outras duas publicações: “Athos – Colorindo Brasília”, realizada no Plano Piloto; e “Ceilândia, minha quebrada é maior que o mundo”, em Ceilândia.

As publicações são utilizadas por gestores e professores para que eles possam trabalhar o patrimônio cultural em sala de aula. O livro de Planaltina, que está em fase de produção, será distribuído no segundo semestre de 2022. “A ideia é que a iniciativa chegue a outras regiões administrativas e também tenha como resultado trabalhos a respeito da história de cada local”, antecipou Vinicius Januzzi, técnico da superintendência do Iphan.

*Com informações da Secretaria de Educação do DF